O que são Stablecoins?
Stablecoins são criptomoedas projetadas para reduzir a volatilidade de preço, vinculando seu valor a moedas fiduciárias como o dólar americano ou o iene, ou a outros ativos. Como oferecem maior estabilidade de preço em comparação com criptomoedas altamente voláteis, como o Bitcoin, são amplamente utilizadas para pagamentos, remessas e como ponte em operações de trading de criptoativos. Neste artigo, explicamos o funcionamento, os tipos, as aplicações práticas e os riscos das stablecoins, com base em informações atualizadas até 2026.
Como funcionam as stablecoins
As stablecoins mantêm sua estabilidade de preço por meio de ativos de reserva (ativos lastreados) detidos pela entidade emissora. Por exemplo, no caso de uma stablecoin atrelada ao dólar americano, o emissor mantém como ativos de reserva dólares americanos ou títulos do Tesouro dos EUA em valor equivalente ao volume emitido. Quando um usuário compra a stablecoin, a moeda fiduciária correspondente é depositada como ativo de reserva; inversamente, no momento da conversão de volta para moeda fiduciária, o pagamento é realizado a partir desses ativos de reserva.
No entanto, nem todas as stablecoins são integralmente lastreadas por moeda fiduciária. Algumas utilizam outros criptoativos ou algoritmos para tentar estabilizar seu preço. Como os tipos de ativos de reserva e os métodos de gestão variam conforme o ativo, é essencial verificá-los antes de utilizar.
Tipos de Stablecoins
As stablecoins são classificadas principalmente nos três tipos abaixo, com base em seus ativos de lastro.

- Lastreadas em moeda fiduciária: Tipo que mantém moedas fiduciárias, como o dólar americano ou o iene japonês, como ativos de reserva. Entre os principais exemplos estão as atreladas ao dólar americano, como "USDT (Tether)" e "USDC", e as atreladas ao iene, como "JPYC". São as mais comuns e consideradas as de maior estabilidade de preço.
- Lastreadas em criptoativos: Tipo que mantém criptoativos, como Bitcoin e Ethereum, como ativos de reserva. Para mitigar o risco de volatilidade de preços, geralmente exige-se um colateralização excessiva (garantia superior ao valor emitido). O principal exemplo é a "DAI".
- Algorítmicas (não lastreadas): Tipo que não possui ativos de reserva específicos e busca estabilizar o preço ajustando a oferta e a demanda por meio de algoritmos. Houve casos no passado de quedas bruscas de preço, sendo consideradas de risco mais elevado em comparação aos outros tipos.
Onde usar stablecoins
Os principais usos das stablecoins são os seguintes:
- Ponte para negociações de criptoativos: Ao vender Bitcoin ou outros ativos, converter temporariamente para stablecoins permite aguardar a próxima oportunidade de negociação sem exposição ao risco de volatilidade de preços.
- Remessas internacionais e pagamentos: Em comparação com remessas em moeda fiduciária, é possível reduzir tempo e custos. Esse uso tem ganhado destaque especialmente como meio de envio de recursos para regiões com acesso limitado a contas bancárias.
- Finanças descentralizadas (DeFi): Em serviços DeFi como lending (empréstimos) e yield farming (geração de renda), as stablecoins são utilizadas como unidade de valor estável.
No Japão, a Lei de Liquidação de Fundos foi revisada em 2023, estabelecendo um marco regulatório para stablecoins. Com isso, as stablecoins emitidas por bancos ou prestadores de serviços de transferência de fundos foram classificadas como "meios eletrônicos de pagamento", passando a estar sujeitas a regulamentações voltadas à proteção dos usuários. Por outro lado, a compra direta de stablecoins emitidas no exterior (como USDT e USDC) em corretoras de criptoativos domésticas ainda é, atualmente, limitada. As moedas disponíveis e os métodos de aquisição dentro do país variam conforme a corretora.
Riscos das Stablecoins
Embora as stablecoins sejam projetadas para manter a estabilidade de preço, é fundamental entender que elas apresentam os seguintes riscos:

- Risco de volatilidade de preço: Devido à flutuação no valor dos ativos de lastro ou a problemas operacionais do emissor, o preço da stablecoin pode se desviar do ativo de referência. No passado, houve casos em que determinadas stablecoins sofreram quedas significativas e temporárias de preço.
- Risco do emissor: Caso o emissor venha a falir, a devolução dos ativos de reserva pode ser comprometida. Além disso, alguns tokens possuem transparência limitada quanto à gestão de seus ativos de lastro.
- Risco regulatório: Mudanças na regulamentação de diferentes países podem restringir a negociação ou o uso dessas moedas. Especificamente no Japão, o manejo de stablecoins emitidas no exterior é restrito, havendo possibilidade de impacto devido a futuras alterações legislativas.
- Risco tecnológico: Vulnerabilidades em contratos inteligentes (smart contracts) ou ataques de hacking podem resultar na perda de fundos.
- Risco de liquidez: Para tokens com menor volume de mercado, pode haver dificuldade em executar ordens de compra e venda.
Ao utilizar stablecoins, é crucial compreender plenamente esses riscos e tomar decisões sob sua própria responsabilidade. Além disso, verifique sempre as informações mais recentes sobre taxas e juros diretamente nos sites oficiais de cada serviço.
Resumo
As stablecoins estão sendo cada vez mais utilizadas no setor de negociação de criptoativos e pagamentos, aproveitando sua estabilidade de preço. No entanto, elas não estão totalmente livres de riscos; há diversos pontos que exigem atenção, como a credibilidade do emissor e o ambiente regulatório. Ao utilizá-las, é fundamental compreender plenamente as características e os riscos de cada ativo e verificar fontes de informação confiáveis.
Além disso, se você está considerando negociar criptoativos, incluindo stablecoins, recomendamos consultar nossa comparação de corretoras de criptoativos para escolher a plataforma mais adequada ao seu perfil.
※ Este artigo tem fins meramente informativos e não constitui recomendação de qualquer ativo específico ou operação. Criptoativos podem sofrer variações de preço que resultem em perda do capital investido, além de estarem sujeitos a riscos como hacks. Qualquer negociação deve ser realizada com pleno entendimento e sob sua própria responsabilidade.
Riscos e Divulgação
Risco: Os criptoativos apresentam alta volatilidade de preço, havendo possibilidade de perda do capital investido. Este artigo baseia-se em informações gerais vigentes em 17/08/2026 e não constitui uma solicitação de investimento, aconselhamento ou recomendação de ativos específicos. A elegibilidade para negociação e a regulamentação tributária variam conforme o país ou região; portanto, antes de operar, verifique obrigatoriamente as normas do seu país de residência e as condições mais recentes de cada corretora.
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Perguntas frequentes
O que é uma stablecoin?
Uma stablecoin é um criptoativo projetado para manter seu valor estável, atrelado a moedas fiduciárias como o dólar americano ou o iene, ou a outros ativos. Diferente de criptomoedas como o Bitcoin, as stablecoins têm baixa volatilidade e são usadas para pagamentos, remessas e como ponte em negociações de criptoativos.
Quais são os tipos de stablecoins?
Existem três principais categorias: lastreadas em moeda fiduciária (como USDT, USDC e JPYC), lastreadas em criptoativos (como DAI) e algorítmicas (sem lastro). Cada uma usa mecanismos diferentes para manter a estabilidade do preço.
Quais são os riscos das stablecoins?
Os riscos incluem volatilidade do preço, risco de falência do emissor, mudanças regulatórias, vulnerabilidades de contratos inteligentes e ataques hackers, risco de liquidez, e a possibilidade de o preço se descolar do ativo de referência, podendo causar perdas.
Posso comprar stablecoins no Brasil?
No Brasil, a compra de stablecoins é possível em diversas corretoras de criptomoedas. No entanto, a regulamentação local pode variar, e é importante verificar quais stablecoins estão disponíveis e as regras de cada exchange. Algumas stablecoins estrangeiras podem ter restrições, enquanto outras, como as atreladas ao real, podem ser mais acessíveis.
As stablecoins são seguras?
As stablecoins são projetadas para serem estáveis, mas não são totalmente seguras. Sua segurança depende da credibilidade do emissor, da qualidade dos ativos de lastro, do ambiente regulatório e da robustez técnica. É essencial entender esses riscos antes de usar.
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